Sem Título 2No dia 5 de outubro o Grupo Motard do GDST deu início à tão esperada viagem a Marrocos!

 

 

 

 

Notícia

Após meses de preparação e organização de toda a logística necessária, foi escolhido o dia 5 de outubro para o Grupo Motard GDST dar início a tão esperada viagem, a Marrocos!

Na maioria de nós existia uma grande expetativa e curiosidade, e ate alguma desconfiança acerca do país que tínhamos escolhido para rolar….

Estava prevista uma nova experiência, mas traduziu-se numa viagem inesquecível para todos os participantes sem exceção…

1º Dia – Foi um dia de muita estrada, mas que serviu para fomentar a união do grupo, saímos de Lisboa e seguimos para Algeciras onde chegamos já ao final da tarde após 650 km de viagem e pernoitamos.

2º Dia – Foi dia de acordar cedo e fazer o pequeno trajeto do Hotel até ao porto de Algeciras, onde embarcamos com as motas no barco que nos levaria a Tanger, aqui o bem-estar começou a crescer entre o grupo, fruto dos kms percorridos na véspera, de facto os kms não cansam, tão só, aproximam o companheirismo.

Chegados a Marrocos a primeira sensação é a de um calor sufocante, já em Tanger paragem técnica para alguns procedimentos logísticos como efetuarmos o respetivo câmbio de moeda e a aquisição de cartões de telefone Marroquinos, que permitisse efetuarmos as chamadas para a família, e acesso à net com custos muito mais reduzidos que em rooming.

Rolamos para Asilah e a paisagem começa a mudar, seguimos para Chefchaouen onde iríamos pernoitar, não sem antes, jantar nesta cidade azul, magnífica com as suas ruas caiadas de azul do mar, sem dúvida a regressar….É especial!

3º Dia - Saímos diretos à segunda maior Medina do mundo, Fés, Medina linda com as suas ruas estreitas e muitas ruelas, fácil de nos perdermos, fruto da complexidade das mesmas. O comércio é a palavra de ordem, sempre necessário regatear.

Ao terceiro dia podes ainda não estar no espírito, no entanto o melhor é deixar andar, há sempre um mais atrevido que se chega à frente e regateia por 2 ou 3, o Riade onde pernoitamos era lindo, podemos constatar na foto de pequeno-almoço tirada do 1º piso. Tivemos o prazer de comemorar o aniversário do Luis Cartaxo neste Riade…com bolo improvisado...

Não é fácil descrevermos Fês, é mais fácil, perdermo-nos em Fés…. Todos adorámos Fés, exceção de um camarada nosso, que andou uma hora de malas as costas para encontrar a mota:). Acreditamos, no entanto, que, também tenha adorado…

De Fês arrancamos diretos a Midelt, as paisagens começam a deslumbrar, cada curva é uma foto de filme, indescritível a alegria que sentimos em cada curva...daqui para baixo é sempre a melhorar, as vezes perguntávamo-nos, será possível?…. é mesmo!

4º Dia – Saímos de manha diretos a Erg Chabi e ao deserto, não há palavras para descrever o deserto, sobretudo para quem o vê pela primeira vez…o final do dia, o amanhecer, tudo é perfeito, e quando se pensa que está perfeito, e mais nada te vai surpreender, eis que uma dormida no deserto, com uma festa à volta de uma fogueira após o jantar, com tambores, danças…..digamos que nos deixa completos…..Seria difícil melhorar este estado de alegria e felicidade com tanta beleza natural à nossa volta…de facto uma noite memorável. Como bons Portugueses, até um chouriço assámos na terra onde o porco é proibido (a entrada do chouriço no país teve historia, alguém de nós o identificou como rouge fromage), para outros contos….

O apogeu tinha acontecido, teria mesmo? Só uma questão de opinião de cada um..

6º Dia - Saímos diretos às gargantas do Dades , que paisagens no caminho, de cortar a respiração….

Pernoitamos perto das gargantas de Dados, onde uma noite de guitarrada patrocinada pelo nosso amigo Luis Cartaxo, foi o apogeu, que mais podes pedir numa viagem de amigos?

7º Dia – Deixamos o Atlas para trás diretos a cidade de AIt Benhhaddou, famosa pela quantidade de filmes épicos que ai foram gravados, como o gladiador, Guerra dos tronos, Indiana Jones, entre outros… tivemos a felicidade de pernoitar na única casa com luz na vila em causa…. Lindo crepúsculo e o nascer da Lua, ao lado da única montanha, com um manjar digno de Deuses confecionado pela avó do nosso anfitrião Rachid, chamuças de várias qualidades, o famoso Tajjin estava soberbo. Tudo perfeito para uma noite das Arábias …. Tivemos até direito a espetáculo de danças tradicionais patrocinado por um grupo local.

8º Dia - Após uma visita guiada pela vila património da Unesco, seguimos para a Montanha/Atlas, dia de chuva que nos apanhou a todos desprevenidos, resultado, molha certa para quase toda a equipa, na subida ao cume de Col du Tichka a 2260 metros de altura mas as curvas eram de chorar por mais, descemos um pouco e parámos para almoçar, o sol radiou e após as respetivas mudas de roupa e um bom almoço, seguimos para mais umas curvas lindas até Marrakesh, a cidade imperial do comércio do trânsito caótico, onde as lambretas passam onde andam as pessoas, onde as pessoas passam onde andam as motas….. Uma loucura para os Europeus, contudo, após quase 8 dias em Marrocos, já nos sentimos Marroquinos, ou seja, já não estranhamos quase nada, mais uma noite excelente com um bom jantar no meio da Medina, que nos permitiu dar um passeio e ver a vida noturna da Medina (igual ao dia), comércio como nunca vimos….

9º Dia - A aventura estava a terminar este foi um dia de ligação entre Marraquexe e Tanger para pernoitar rolámos 650 km de autoestrada e no dia seguinte apanhar o barco para Algeciras e regresso a casa.

Neste último dia cada um optou e definiu o melhor percurso até casa, cerca de 700 Km até Lisboa, e houve quem tivesse de fazer mais uns quantos para chegar a casa, no final todos chegaram bem, cansados, mas muito mais ricos nas experiências e vivências que tiveram ao longo desta aventura. Esta foi uma viagem histórica para cada um à sua maneira, onde com certeza fica a vontade de regressar.

O GDST ofereceu t-shirts, mochilas, chapéus, a algumas crianças em Marrocos, e, que nos encheu o coração, pois não deixa de ser emotivo ver as crianças a retribuir e a partilharem o pouco que tem connosco pelo facto de lhes darmos uma camisola.

Um especial agradecimento ao nosso colega Frederico Costa pela excelente organização e empenho que teve neste projeto e a todos os outros um Muito obrigado pelo espírito, companheirismo e amizade!

Os nossos agradecimentos também a estrutura do GDST por toda a ajuda e disponibilidade nesta Aventura

Bem hajam a todos

Um abraço

Hilário Selidónio

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